Sobre concursos e guerras

O mercado de trabalho nacional não é lá muito empolgante, porém tem crescido bastante, como mostra recentes pesquisas apresentadas pelo IBGE e DIEESE. Mas o que não deixa de crescer, em mesma escala ou até em escala maior, é a busca por um pedacinho ou repartição(zinha) pública em algum órgão administrativo de nossa nação.

Comecei a encarar concursos de um ano para cá e desde então comecei a viver mais profundamente todas as histerias e decepções que um “concurseiro” (como gostam de serem chamadas, as pessoas que se fecham para essas oportunidades). E comecei e me distanciar de outras linhas de pensamento que tinha, até resolver me aprofundar no universo dos concursos públicos.

De forma que desprendi de algumas coisas supérfluas, o que não foi tão ruim assim, mas me desvinculei de outras que, hoje em dia, acredito que me fazem falta. Não sendo extremista, mas comparo as escolhas feitas como estratégias de guerra. Em que ou se pensa em ganhar, pois disso depende sua sobrevivência ou se perde por completo o foco e daí você será um obsoleto ou para sempre um derrotado.

Em guerras é importante a estratégia investida contra o inimigo, no entanto você tem um inimigo visível de front a você. Nas provas ou nos concursos públicos você tem um número invisível de adversários, que torna até difícil declarar guerra a alguém. Então o que sobressai, nesse cenário quase que pintado por Oliver Stone é a fraternidade. Figuram nos fóruns pela internet, em que um dos mais conhecidos é CWforum, a troca de informações e apoio dos anônimos uns aos outros. Essa colaboração, ainda quase torna possível a descrença na carnificina dos concursos, se não fossem as organizadoras, cada vez mais exigentes nas suas provas e nos cursinhos preparatórios, que cobram valores surreais e oferecem cargas horárias milagrosas de preparação para as provas.

Onde quero chegar com esse panorama todo, já até então bem conhecidos por muitos ou poucos dos que possam vir a ler esse post. É apenas um desabafo, um desabafo de quem ainda não conseguiu seu lugar ao sol, mas que espera que no meio dessa guerra toda, floresça um botão de esperança para mim e para quem dá o próprio sangue para honestamente poder oferecer o melhor para seus entes queridos e a pessoa a quem ama.

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Uma resposta para “Sobre concursos e guerras

  1. Nossa. Você seria um bom dramaturgo…

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